Às vezes, nas noites silenciosas, o brilho dos vagalumes parece chamar por nós. Pequenas tochas de vida no escuro, luzes que dançam num terreno esquecido. Mas esse espetáculo natural pode estar se apagando para sempre. A destruição de seus habitats, o avanço da urbanização e o descaso pela natureza nos fazem pensar: talvez sejamos nós que estamos dizendo adeus aos vagalumes — ou será que eles estão se despedindo de nós?
Em um mundo onde a sensibilidade se perde entre concreto e interesses, deixar ir embora esse brilho simples é perder também um pouco da poesia da vida. Que possamos despertar para a consciência de proteger e venerar cada vida, por mínima que pareça, pois nelas se revela a Grande Luz que anima tudo.
